sábado, 20 de março de 2010
.61
Cujos mistérios erro para desvendar
E se os revelo, julgo-os tão bonitos
Que a nenhum outro se caberia igualar
Penso em si, eis que sua imagem da tarde,
Que inda agora veio a mim trazer alento,
Como da primeira vista tem a mesma eternidade
Qual faz-nos incólumes sobre o tempo
Tenho-lhe hoje, pois que pensar só não chegava
E procurar-lhe não é mais do que me atrevo
Quando a ânsia do meu peito só no seu se acalma
Vou consigo, porquanto tu não me farias
Numa noite desta de outono, amigo ermo
Tornar em segundos o que chamaram-se dias
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Mesa Redonda Renatatouille II
Momentos da segunda Mesa Redonda “Renatatouille”, cujo nome vingou, embora nesta última, nosso querido Nau não tenha feito mais que lavar os pratos (com ajuda de sua digníssima relaxed housewife). Prato do dia: Canelones de frango ao molho de milho verde¹. Receita original: “Frango nota 10” (programa Mais Você).
__________________
¹ Quem tiver nome melhor, comente.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Souvenir
Como represália ao último post do Nau (Oficial! O twitter matou o blog.), posto hoje esta bonita fotografia tirada por ele e roubada direta e inescrupulosamente do seu flickr. Foto muito interessante, que mostra que o Nau, além de ser realmente um ótimo fotógrafo, é também um cara viajado, como podemos atestar pela indicação de onde ele se encontrava naquele momento escupida ali na pedra à esquerda. Vê-se que o fotográfo optou por um ângulo perpendicular fechado em que ele foca as pedras exibidas na instante e coloca as mandalas da parede levemente desfocadas no segundo plano da imagem, o que acabou resultando numa bela composição, retratando diversas cores e mostrando mandalas muito bonitas e diferentes que só encontramos na inigüalável Chapada Diamantina. A foto foi tirada em Rio de Contas, Bahia com uma Nikon D40 em 22 de fevereiro de 2009. Pronto. Um post do Nau feito por mim. É isso. *Detalhe: Postado via flickr.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Perspectiva do Cinema Nacional 2009 (atrazada) – Parte 1
fimDepois de listar os filmes mais comentados para 2009 e mais bem noticiados no mundo cinematográfico, chegou a hora de comentar sobre aqueles não tão falados assim, mas que nem por isso são – ou serão – por nós, brasileiros, menos esperados. São estes os por mim selecionados:
Titãs - A Vida Até Parece uma Festa
”Os Titãs contam sua própria história”, como diz a sinopse oficial. Já estreou dia 16 de janeiro o documentário dirigido por Branco Melo e Oscar Rodrigo Alves, que usou cerca de 200 horas de imagens captadas pelos Titãs e principalmente por Branco, que em 1984 comprou uma câmera de vídeo e saiu gravando tudo que acontecia com o grupo naquele momento de explosão musical dos anos 80, transformando as fitas em um filme de 1h30, depois de 6 intensos anos de edição. Sem roteiro linear e sem narração, o longa traz cenas de bastidores, gravações de álbuns antológicos e um pouco do estilo de vida dos integrantes da banda. Já foi exibido no Festival do Rio e na Mostra de Cinema em São Paulo, como sabemos que aqui o Madrigal nem o Moviecom o exibirá, a mim só resta: De Paula, meu querido, baixe aí pra nós. Distribuição: MovieMobz.
A Festa da Menina Morta
O primeiro filme de Matheus Nachtergaele como diretor conta a história de Santinho (Daniel de Oliveira), uma espécie de líder religioso em uma comunidade ribeirinha do rio Amazonas que comemora todos os anos a Festa da Menina Morta, em referência à entrega dos trapos de uma jovem desaparecida. Ganhou 6 prêmios no Festival de Cinema de Gramado, dentre eles o de melhor filme pelo júri popular, o prêmio da crítica e o de melhor ator para Daniel de Oliveira. Dizem ser um drama pesado com história forte e envolvente, e vem sendo elogiado pela “crítica especializada” desde sua primeira exibição como selecionado do Festival de Cannes. Depois disso tudo, fico na obrigação de assistir à película (não gosto disso), o que me admira é que apenas 7 a 10 cópias serão disponibilizadas na sua estréia prevista para fevereiro, segundo a produtora Vânia Catani. Distribuição: Imovision.
Garapa
Tendo como tema a fome no mundo (ou no Brasil, dependendo da fonte de pesquisa), cria-se uma grande expectativa em torno de Garapa, o novo filme de José Padilha (Tropa de Elite), que foi anunciado como uma das atrações da Mostra de Cinema em São Paulo e teve sua exibição cancelada. O documentário, todo em preto-e-branco, acompanha a vida de três famílias em situação de miséria, abordando o problema da pobreza a partir do ponto de vista de suas vítimas. Para mim, José Padilha até agora tem acertado em todos os seus filmes, Ônibus 174 gerou até outro longa memorável ao cativar o super direitor Bruno Barreto, Tropa de Elite ganhou o Urso de Ouro em Berlin e agora Garapa causa réplicas e tréplicas na imprensa brasileira, sem nem ao menos ter sido lançado, vejamos, pois, no que dá. Sem cartaz oficial divulgado, tem previsão de estréia para o mês que vem. Distribuição: Downtown.
Loki - Arnaldo Baptista
Dirigido por Paulo Henrique Fontenelle e com produção do Canal Brasil, o documentário mostra a trajetória do nosso querido mutante Arnaldo Dias Baptista através de depoimentos, imagens raras e inéditas de sua carreira. O filme, que ganhou o prêmio do público no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, está sendo ovacionado de pé em todas as mostras e festivais por onde passa. Uma certa vez, desesperei-me por que não encontrava vídeos dos Mutantes na internet suficientes para satisfazer minha gula entusiástica e tive que contentar-me com um curta-metragem de 6 min sobre a banda e alguns vídeos de ao vivos da Tv Cultura, além é claro do comercial da Shell. Enfim, este filme veio atendendo às minhas preces. Estréia: 20 de março. Distribuição: MovieMobz.
Budapeste
Pode-se dizer que Walter Carvalho esteve envolvido nas principais produções do cinema brasileiro, quando se precisa de um perito em cinematografia, é Walter Carvalho a que chamam; vai uma pequena mostra dos filmes que levam seu nome nos créditos – a maioria como diretor de fotografia: Chega de saudade, Baixio das Bestas, O céu de Suely, A máquina, Crime delicado, Cazuza – O tempo não para (co-diretor), Glauber o filme, Carandiru, Amarelo Manga, Madame Satã, Abril despedaçado, Lavoura arcaica, O primeiro dia, Central do Brasil, Terra estrangeira, e por aí vai. Agora o bonitão, pela primeira vez assinando sozinho a direção, rodará o longa Budapeste, inspirado/baseado (veremos..) no romance homônimo de Chico Buarque, cuj a história é centrada no personagem carioca José Costa [Zsoze Kósta], que trabalha como ghost-writer e passa por conflitos existenciais ao longo da trama, sendo interpretado pelo ator-digno-de-oscar Leonardo Medeiros (lembram de Cabra-cega?). Filmado no Rio de Janeiro e na Hungria, Budapeste é uma fita que promete, tanto pelo “incipiente” diretor, quanto pela excelente escolha do casting. Todavia, tenho preconceitos quando o assunto é adaptação, ainda mais de romances; penso que o realizador, ao mexer com a obra alheia, tem que avisar com certa precisão o que pretende fazer; uma fiel adaptação? uma releitura? um dragonball?! É necessário para que o expectador que guarda um carinho mais sensível pela obra escolha não ver – como fiz com essa mini-série global baseada na vida de minha paixão Maysa – ou pelo menos vá ao cinema avisado. O filme estréia em 3 de abril, estou mais curioso pra ver o que o Chico vai dizer. Distribuição: Imagem Filmes.
Plastic City
Uma co-produção sino-nipo-brasileira, Plastic City ou Dangkou é um "filme de gângster", como define o cineasta Yu Lik-Wai; custou cerca de R$ 5,5 milhões (nada para Hollywood, os olhos da cara para o Brasil) e é ambientado no bairro oriental da Liberdade na cidade de São Paulo. "As diversas camadas e as muitas contradições que encontrei nessa cidade foram muito inspiradoras para um filme. São Paulo oferece um pano de fundo adequado para uma história urbana moderna", afirma o diretor. Yu Lik-Wai disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes com seu primeiro longa-metragem, "Love Will Tear Us Apart" (1999) e participou com o filme seguinte, "All Tomorrow's Parties" (2003), da Mostra de São Paulo daquele ano, seu terceiro filme até agora não tem agradado muito, tendo sido vaiado em Veneza em ambas as sessões para a imprensa. Não obstante, achei importante dar o destaque, visto que sempre aguardo com ansiedade as produções do cinema chinês, e este não poderia ser diferente (mesmo sem ter kung-fu). E afinal, quem dá bola para o que pensam uns reles críticos da imprensa italiana? Como diz meu segundo pai: “Ou o cara é inteligente ou é crítico”. Estréia prevista para maio. Distribuição: Paris Filmes.
Apenas o Fim
Felipe foi quem primeiro me mostrou o trailer deste filme: encantador, inovador, divertido, fodástico! Procurem no youtube e, por favor, vejam. A idéia é muito boa, está de parabéns o jovem diretor carioca Matheus Souza, que aos 20 anos dirigiu o longa com apenas 8 mil reais, o que lhe rendeu Menção Honrosa do júri do Festival do Rio, tendo sido seu filme escolhido como o melhor pelo júri popular. A história se passa em um dia, no qual namorado e namorada conversam uma conversa casual, quando ela decide mudar de rumo e ele percebe que a vida não será mais como antes. Tem previsão de estréia “calculada” para 12 de junho. Distribuição: Filmes do Estação.
Família vende tudo
Uma família de classe média baixa um tanto perdida, um tanto pendendo para a contravenção e mentiras. Os pais resolvem trazer uma muamba do Paraguai, mas a mercadoria é apreendida, o que joga a família num buraco financeiro ainda pior. A única solução é a relação de uma das filhas, Lindinha, com um famoso cantor brega. O "golpe da barriga" é a chance para a família. Assim é a crônica que marcará a volta à comédia do diretor francês radicado no Brasil Alain Fresnot. Sem muito o que opinar, espero rir. No elenco: Vera Holtz, Lima Duarte, Caco Ciocler, Luana Piovani. Previsão de estréia: maio. Distribuição: PlayArte.
Era uma vez…
Segundo a página oficial do filme, Era uma vez... conta a história de amor entre dois jovens que vivem realidades bem distintas. Morador da favela do Cantagalo, em Ipanema, na Zona Sul, Dé descobriu cedo as dificuldades de vencer na vida de forma honesta, cercado pelas armadilhas do crime. Filho da empregada doméstica, Bernadete, e abandonado pelo pai, ele assistiu a um traficante matar seu irmão Beto. Em seguida, seu irmão mais velho, Carlão, é obrigado pelos bandidos a se exilar da favela e acaba preso ao ser confundido com marginais em meio a um arrastão na praia. Apesar de tantos contratempos, Dé mantém sua dignidade. Trabalhador, vende cachorro-quente num quiosque na praia. É dali, de trás do balcão, que observa Nina, filha única de uma família rica que mora na Vieira Souto, avenida em frente à Praia de Ipanema. Os dois se conhecem na praia e acabam se apaixonando. Juntos, experimentam as alegrias, emoções e dificuldades de viver um amor tão grande quanto improvável. Porém, são alvo de críticas e preconceitos velados. Dé e Nina são o retrato da intolerância e dos abismos sociais que separam brasileiros não apenas no Rio, mas em cidades de todo o país e do mundo. Pareceu-me ser mais um filme tipo Romeu e Julieta da favela, da velha cena mocinha rica, garoto pobre, enfim, tão clichê como seu título, mas vi o trailer e gostei e acho que terá algo mais e estou apostando e está aqui neste post. Um filme de Breno Silveira. Distribuição: Columbia Pictures.
To be continued..
domingo, 22 de fevereiro de 2009
81º Academy Awards Highlights (read upside down)
Waiting for the oscar to begin.. about 20 hours ago from web
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Perspectiva de Cinema 2009
Monstros vs. Alienígenas (Monsters vs. Aliens). A animação do ano da Dreamworks contará a história de monstros terráqueos lutando contra alienígenas (daah!), calma.. ainda tem mais: neste enredo inclui-se a Susan Murphy, uma jovem californiana que é atingida por um meteoro no dia de seu casamento, o que a transforma em uma gigante de quase 15 metros de altura (para ficar quase do tamanho da personagem do filme trash "15 Metros de Mulher", de 1958). Diz-se que “o filme irá reinventar o clássico gênero dos filmes de monstros dos anos 50 em uma irreverente comédia atual” (IMDB). Assinam a direção Conrad Vernon, que fez "Shrek 2" e Rob Letterman (de "O Espanta Tubarões"). Achei a idéia genial, talvez mais até do que Up, acho que a Dreamworks deixando um pouco Shrek de lado está no caminho certo. É esperar pra ver. Estréia: 03 de abril. TrailerÉ isso. Comentem com novas sugestões de filmes. Abraços cinematográficos.
domingo, 9 de novembro de 2008
Women lie
Boys, do not believe in them, they are all lying.
Do not believe a word they saying.
Their promises do not worth a bite.
When you get quite older enough
you will be able to realize
that inside that innocent pure heart
there’s an evil preparing to bring you apart.
I do not intent to let you down.
Though, life is what it is.
And I’m not here just to please.
There are lies of love, even necessary lies,
but the lies you will hear
are not at all from that kind.
They will try to be pleasant and fine,
deceive you using oaths and charm.
Remember this now, boys: It’s all lies.
They’ll say: “You’re the one” and “if you ever go I die”,
but the sincerest face of a girl
can be really a fiend in disguise.
Yes they cannot stand to truth
and it’s really not their fault.
They’re just women, you know..
They happen to change a lot.
So consider it when I say to you
by the experience of long-lived eyes.
Do not believe in women!
The first of them taught the devil how to lie.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Waaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalleeeee
Antes de animação, WALL•E é uma história de amor; embora ele não esteja incluído no gênero romance nas grades dos cinemas, seria a definição mais correta. E uma história de amor entre robôs! ("Será o possível?") e robôs que não conversam.. ("Como é isso, Kakaroto?") e cujos olhos e voz são a única maneira de expressão.. ("=O"), e mesmo assim, um das melhores histórias que eu já vi.
WALL•E é um robozinho solitário que trabalha na Terra, à época (ano 2700), inabitada; coletando e amontoando o lixo lá deixado pelos humanos, que agora vivem longe do planeta a bordo de uma espécie de nave-navio chamada Axiom. Enviado pela mega-empresa/governo Buynlarge Corporation para ajudar na desintoxicação do planeta, ele é um dos poucos robôs – se não o único – denominado Waste Allocation Load Lifters – Earth ("Compactador de material desperdiçado e levantador de carga – Terra") que restou¹. Mas WALL•E, claro, é um pouquinho (muito) diferente, enquanto vive sua rotina de ir pro trabalho todo dia e limpar a Terra, ele coleciona alguns "lixos" legais e curiosos que acha pelo caminho, além de sonhar e pensar se não existe um algo mais na vida, no universo, e tudo isso.
Um belo dia, algo mais chega. É a robô EVE, muito mais avançada tecnologicamente e enviada com uma missão especial à Terra; e nosso querido personagem, como todo babaca romântico que se preze², se queda enamorado/cai de amores/falls for/sintoniza as antenas/abestalha/enfim, ele gama na guria, a qual, naturalmente, não dá nem bola pro coitado. Tendo completado a missão, a nave-apêndice da Axiom que deixara EVE na Terra, volta para buscá-la. E nosso herói? O que acham? Vai pra casa chorar, como diz nossa³ querida professora de Processo Civil, ou vai além da lua buscar as estrelas?
O filme foi dirigido e roteirizado por Andrew Stanton, mesmo argumentista e um dos diretores de "Procurando Nemo", que continha uma das personagens mais carismáticas do cinema, a Dori, e que, ao tempo de seu lançamento, era citado como o grau máximo em excelência gráfica a que a Pixar – ou qualquer outro – havia chegado. No entanto, o estúdio veio mostrando que era possível ultrapassar seus próprios limites, trazendo-nos Os Incríveis, Carros, Ratatouille, os últimos transpondo a perfeição da animação dos anteriores e sempre com personagens carismáticos, a nível do ratinho cozinheiro [capa do meu caderno da escola].
Wall•E, suprindo todas as minhas expectativas desde que vi o teaser trailer, consegue englobar todo esse pacote e ter algo a mais, inovando no conceito de gênero de animação e alcançando um patamar de qualidade cinematográfica singular entre as tantas produções hollywoodianas a que estamos acostumados: das críticas sociais fortíssimas – a película mostra um tempo em que os humanos, vítimas do consumismo exagerado e do comodismo, são todos obesos que vivem em cadeiras flutuantes e não sabem mais andar, sendo auxiliados pelas máquinas para tudo, eles não interagem com outros humanos, o que leva os computadores a assumir o controle de suas vidas – às várias referências ao mundo do cinema – em sua coleção, Wall•E possui uma cópia do musical de Gene Kelly "Alô, Dolly!" de 1969, ao qual assiste diariamente e ensaia a coreografia dançada pelos atores ao som de "Put on your sunday clothes", cuja letra opera em favor da trama, além de ter uma explícita referência/homenagem a Kubrick, na qual são tocadas (numa cena em câmera lenta) "Also Sprach Zarathustra" de Richard Strauss, imortalizada pelo filme "2001: Uma odisséia no espaço" e a valsa "The blue Danube", também de Strauss, o que logo nos faz lembrar dos clássicos da Disney, parceira da Pixar que atua como distribuidora do filme – Wall•E, por sua simplicidade combinada com genialidade, efeitos e trilha sonora fodásticos fantásticos que nos fazem perceber a importância de se agradar aos ouvidos em matéria de audiovisual, destaca-se já como um dos melhores filmes do ano.
Apesar de ter reparado na sala do Moviecom que os representantes do público infantil (as crianças ora essa), ao fim da projeção, não saíram assim com umas caras tão animadas – diferente da empolgação que tinham com Nemo, a exemplo do meu primo de 6 anos que sabia de cor todas as falas dos peixinhos –, estou certo de que esse filme conquistará muita gente, grande e pequena, dos valentões que temem se emocionar diante de uma bela história aos que já vêem nos assuntos que envolvem robôs e ficção científica um ponto a menos para se cogitar sair de casa. O casal Wall•E e Eva, com seus olhos que dizem tudo e arrancam suspiros dengosos da sala e com suas vozes dotadas de incrível personalidade hão de cativar o pai mais ranzinza, incluindo aqueles fartos da tarefa árdua de ter que levar os filhos para assistirem aos Xuxa no mundo dos sei lá mais o quês.
É isso. E não era preciso dizer: Todos os oscars, globos, palmas, ursos, leões de ouro de animação para Wall•E! [Sem nem ter visto Kung-fu Panda ainda.. (se for o caso, faço retratação posterior)].
Wall-E (Wall-E / Wall•E) / Andrew Stanton (dir.), Jim Morris (prod.) / Animação / Walt Disney - Pixar / EUA / 27 de Junho de 2008
Extra:
O próximo filme da Pixar/Disney já está em desenvolvimento e se chamará "Up". O filme tem previsão de lançamento para 29 de maio de 2009. Um artigo na revista Time revelou que Pete Docter seria o diretor, em entrevista à revista ele disse que o filme é "'uma história da Terceira Idade' sobre um senhor de seus setenta e poucos anos que vive numa casa que parece a 'casa dos seus avós: uma casa sebenta'. (...) Nosso herói viaja pelo mundo afora, luta contra monstros e vilões e come o seu jantar sempre às três e meia da tarde." (http://www.imdb.com/title/tt1049413/)_____________________________
¹ Alguém lembrou do Will Smith em Eu sou a Lenda?
² Qualquer semelhança com este lerdo enganado será mera coincidência.
³ Digo "nossa" porque ao menos dois integrantes deste blog são alunos dela (Martinha).
terça-feira, 25 de março de 2008
.38 Prospecto da paixão
Emergiu num olhar sem pejo
Configurou-se num beijo lascivo
Energizou-se num desejo
Apoderou-se dum atrativo fulo
Explodiu na cama
E desfez-se com a tona
Do conhecimento mútuo
Enfim.. só
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
.39
Gosto de canela
Flores
Rosas de todas as cores
Flores verdes
Ervas mais fortes do que tudo na vida
Cheiros que nos fazem lembrar
E lembrar demais
Flores em três
Flor do campo
Flor exótica
Flor branca
Que vem com um pedido de desculpa
Que vem com todos os pedidos
Que vem com o maior pedido do mundo
Flores confusas
Flores esdrúxulas
Que se contentam com pouco
Mas quando muito não se contenta
Põe-se em guerra
Põe-se a digladiar
Faz tudo morrer
Menos a semente
Plantada de um olhar
Semente univalente
Sem remédio
Que contem todos os segredos
Pra felicidade do homem
Pro destino da vida
Flor divina
Flor de pintura
A flor mais pura
Que brota a olhos confusos
Renasce sem chorar
Querendo engolir o mundo
A perfume de erva
Cheiro forte
De flor teimosa
E bem-vinda
Que perturba, que anseia
Não tem jardim
É uma flor
No meio da seca
No meio do chão
É uma flor complicada
A mais linda de todas
Ameaça despetalar-se
De tão rebelde
De tão mimada
Flor egoísta
E orgulhosa
Mas que seja egoísta e orgulhosa
Todos queremos ser
Flor girassol
Flor que anda nua
Flor de água
Água salgada do mar
Ou de rio
Quando beira a lua
Flor de Yemanjá
Flor que nunca deixou de ser
Flor de colher, e de comer
Flor do melhor sabor
Flor de melhor olor
Essa flor não sabe ser vil
Uma flor plantada nela
Essa flor queima meus navios
Essa flor é a mais bela
Uma flor desastrada
Do meu coração fez sua casa
Uma flor torta
Essa flor é uma mulher
Nunca mais desbota
Essa flor é um mal-me-quer
domingo, 30 de dezembro de 2007
(Verão = chuvas) + “no trip” = cinema no aconchego do lar
Verão é a estação chuvosa. Ainda bem, porque se não fosse por essa fabulosa característica, eu realmente seria como aqueles seres os quais chamamos ranzinzas por expressarem o ódio que nutrem pelo solstício que se iniciou na semana passada. Eu não chego a odiar o verão, mas certamente não me agrada correr atrás de um ônibus numa dessas ruas sem sombra alguma de Conquista debaixo daquele sol de 3 da tarde (depois de já ter andado e andado por todo o centro desde meio-dia), muito menos tentar concentrar-me em um trabalho tradutório em frente ao computador enquanto minha janela ainda sem cortinas, envolvida no que parece ser um conluio diabólico com o astro rei, deixa que os seus raios impiedosos passem, atingindo-me direta e indiscretamente.
Junte essas causalidades ao forno que se transforma meu quarto quando as nuvens simplesmente desaparecem e com elas o vento.. e à perturbação psicológica que sofro ao achar que a temperatura parece subir quando videio as chamas das minhas paredes amarela e vermelha. Verdade que tudo se acalma quando percebo que o verde de Oxóssi ainda se faz presente para me desconfundir, no entanto, agora meus botões fantasiam: "Devia ter mandado pintar estas paredes do azul mais gelo, e junto, desenhos espetaculares de grandes icebergs e flocos de neve". (Mas, anhn.. sei que estaria reclamando de novo no inverno).
Por isso e mais, tenho meus motivos para poder odiar esta maldita estação. Inda assim lembro que ela costumava ser a minha antiga favorita; e qual criança também não a preferia? Afinal, eram os meses das férias, dos presentes, das viagens com a família pra Ilhéus [acredito que todos nós, pelo menos os de Conquista, passamos por isso], da vagabundagem, do não precisar fazer as tarefas de casa para poder jogar vídeo-game ou andar de bicicleta na rua. Quem seria louco de odiar o verão quando criança? Mas criança vive noutro mundo (e sonham tanto com o nosso.. que às vezes esquecem-se de aproveitar o mundo delas), já eu aqui, tento fazer meu mundo, e como amiúde ele não sai como esperamos, eu, como ser humano conquistense que não irá viajar para praia, não tem grandes expectativas pro réveillon, não está realmente de férias ainda e que terá aula na Uesb no dia 03, inclino-me a dizer que este verão muito provavelmente não será a melhor das estações.
Mas inda'sim no entretanto, interessante como tudo tem um lado bom. Iupí! Mesmo que o sol, esse ser corporativista, teime em – associado com o efeito estufa, o buraco na camada de ozônio, as manchas solares e a puta que pariu – querer estragar minhas tardes; estamos falando ainda da estação chuvosa! E nada como um bom toró para la/evar embora o baixo-astral e nos presentear com o espetáculo que é as enxurradas, mesmo que pra isso custe o alagamento de quase toda cidade. Ah.. só sei que é muito lindo de ser ver todo aquele aguaceiro caindo, as torrentes se formando, (os pobres des-car-ados se ensopando), ondas de pedras rolando lá em baixo, o céu todo branco e cinza.. é fantástico! [plin-plin] E quando nuvens carregadas se juntam para dar o ar da graça dos relâmpagos, trovões e raios.. ahr.. Enfim, há poucas coisas mais deslumbrantes. Eu adoro. E curto ainda mais quando tenho o prazer de assistir a um bom filme num dia assim, sobretudo os bem-esperados filmes que estrearão na estação chuvosa deste ano que vem. (Finalmente.. iremos ao que pretendia, a piori, este post). Como o ano está quase no fim, não poderia deixar de saudar a renca de filmes que chegam aos cinemas em 2008, é filme pra baralho! Não me lembro de um ano com tanta estréia programada. E muitos dos quais já anseio. Confiram alguns dos melhores:
[cliquem nos pôsteres para ver os trailers]
Sweeney Todd, novo filme de Tim Burton com, claro, Jonny Depp. Musical!, que foi nos trazido ao conhecimento décadas atrás por Felipe (lerdo-enganado louco por Tim Burtom) e que é a minha aposta pra ganhar o globo de ouro de melhor musical.
WALL+E, o robozinho criado pela Pixar. Já dá ares que vai ser o robô mais simpático de todos os tempos, sem falar da perfeição da animação. A Pixar é phoda.
Hancock, there are heroes, there are superheroes, and then there´s… HANCOCK. Pensem num herói 10 vezes mais poderoso que o Superman.. Acho que não dá pra ver o trailer e não querer ir ao cinema. Com Will Smith.
The dark knight, o novo Batman.. Yeah! Why so serious?
Cloverfield, o trailer é fuderoso! O pôster com a cabeça da estátua da liberdade arrancada é também. Um filme de monstro (ou não..). Resta saber se vai ser bom.. Eu acho que sim.
Hellboy II: The Golden Army, até que enfim.. o segundo meninozinho do inferno. Demorô, Gilherme Del Toro.
É isso. Aproveitem. (E Para mais estréias cliquem aqui depois em trailers).
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Ojuara X Capitão Nascimento

– Eita.. que cangote de mulher é melhor do que mulher..
– Senhor 0#, o Senhor é o novo xerife!
– Tá falando comigo, seu fela?
– É com o senhor mermo! Num é o senhor o chamado BB? Pede pra sair!
– Homi, se aquete.. que Barbeiro de Buceta é o corno que comeu a rapariga que te botou no mundo.
– Tá maluco, rapa? Tá querendo mexer com polícia?!
– Eu mexo com quem eu quero e vá logo se escafedendo daqui antes que eu perca a paciência e lhe cape com uma faca cega.
– Cuidado que assim o Senhor vai virar chiclete de caveira.
– E eu lá tenho medo de caveira, seu cabra! Eu que já enfrentei o infeliz das costa oca, aquele cão miúdo.
– Coitado, não sabe que perto de mim, o diabo era uma moça.
– Caia logo, seu fela! Mas caia inteiro pra eu te partir em dois.
– E esse seu cuturno que tá desamarrado, seu animal!
Um "estudante" aparece: – Cuturno de cu é rola!
– Oia, num é que o tar do estudante é entendido das coisa mermo..
– O Senhor é um Fanfarrão, Senhor 0#! Vai ser o jeito botar o Senhor na conta do Papa!
– Dou-lhe um murro na cabeça e tapo o seu cu com o osso do pescoço.
– Opa.. e essa pedra aqui, estudante? Só isso aqui vale mais que meu soldo.
– Cabra, num mexa, que isso aí eu ganhei de Mãe de Pantanha.
– Ganhou não. Perdeu. Mostra o saco pra ele.
– Saco? Num grude não, num grude não.. O Senhor vai me desculpar, mas meu negócio é só com as priquitinha viu. E por falar nisso, já deu minha hora, vou pra casa que eu tenho que passar a rola ainda em GBA.
– Quer dizer que o lugar do senhor é com cafetão, é com puta?
– Arre.. assim não dá. Mas Geniffer parece que tem mel naquela buceta! Até o homem de farda! [Dá um pinote com o cavalo]
– Vai ficar quietinho aí. Num vai subir ninguém. Num vai subir ninguém. Quietinho aí.
– Oxente! Pois agora eu me arretei! Se prepare pra apanhar, seu fio de quem ronca e fuça.
– 07, dá a 12 aqui! .. Agora diga teu nome que é pra constar no relatório.
– Pois muito bem, tu tá falando é com Ojuara, seu cabra!
– Ojuara? .. Ojuara!! Que mundo pequeno é esse! Num tá lembrado de mim não?
– E eu lá tenho lembrança de você!
– É o Beto, rapa!
– Beto? Beto do batalhão? Aspira.. é tu mermo, Aspira?! Eita que o tempo ta girando depressa demais!
– Padrão, Coordenador!
– Rapaz, tu era um muleque zanbudo, rapaz ..eita volta que essa vida dá! Tu virou matador, homi.. vamo beber uma mais eu...
E o mundo foi engolido com cachaça.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Que é de Nelson Rodrigues? II
O que há contigo?
Que vão de poesia que nada!
Estás sem abrigo?
Bocejando?
Quanta falta de poesia!
Eu te dou sono?
Deu-se a melodia!
Andaste bebendo?
De novo?
E o que leva?
O homem fiel nasceu morto!
Que é de meu alento?
Isola, minha filha!
Qualo que?
Importa a família!
Enjeta penicilina!
Te ajeita e vai dormir!
Amanha é outro dia!
E ainda estás aí?
Sossega mais coração!
Respeite o mais velho!
Ilido a discussão?
Caso sério. Caso sério.
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Explicações: Meu próximo post seria sobre o Tropa de Elite, mas como nem se quer faz-se mais necessário que eu dissesse na frase anterior 'sobre o filme Tropa de Elite', decidi engavetar o texto, pelo menos até que todo o bafafá sobre o filme acabe ou que ao menos todos possamos assitir juntos quando ele estrear no bom dia das crianças, próxima sexta. Afinal, ali que estará a verdadeira película do diretor José Padilha, já que o que eu e a grande maioria assistimos, graças ao cleverboy da empresa de subtitulagem [que já tá preso], fora na verdade o terceiro corte [versão editada] do diretor. Então, vamo esperar sair de moda e depois o lerdo engano dá parecer. Ok, baby?
(..mas que o Capitão Nascimento é mau. Ah..isso ele é.. mininuu.. fico com o cu na mão só de pensar.)
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
O ideal seria 30 horas / Sunshine
Uma verdadeira correria contra o tempo [mesmo desempregado..ora vejam só]. Calculo em 30 horas, 30 horas seriam suficientes, se nosso bendito dia de cada dia tivesse pelo menos um quarto a mais de tempo.. eu ficaria satisfeito, acho q daria para conciliar os deveres com as cachaças e os “ficar de bobeira”.
{Ô Deus, não é muito q lhe preço, apenas faça a Terra girar mais devagar} ..Estou o oposto de Mad, o menino em férias..
Caraleo.. neste momento reparo q esta é a primeira vez que escrevo diretamente como primeira pessoa nestas linhas.. hum.. agora preocupo-me. Pq talvez os novos leitores não estejam acostumados com os meus dois pontinhos..ou minhas intermináveis auto-interrupções – quando possível cabe apresentar o exemplo junto com a afirmação* – sim, confesso, não há parênteses ou colchetes suficientes para mim, mas estou determinado a inda um dia dar fim a esse vício.
Meu encargo é grande, fiquei por último e agora tenho q fechar essa rodada..mas depois do tempo “cicluoso” graduado de vv, da incessante busca renatórica do tempo perdido, que até coaduna um pouco com oq expressei, da nostalgia de mad misturada com lúcifer entregue em uma bandeja.. não ousarei tentar fazer intermináveis elucubrações aqui deste tema que de tão vasto, é complicado demais, embora simples. E assim, como eu disse, seria interminável. Contudo, pede-se, inda assim, um grand-finale.. e para isso segue a dica de um ótimo filme, sem mais mil introduções, passo a bola temática pra István Szabó [inaugurando uma nova sessão no blog e uma nova incumbência deste lerdo-enganado]:
Enfim, é um filme detalhista, que fala sobre política, história, amores, preconceito, família e algo mais. Possui um visual belo, e mesmo as cenas mais lúgubres e fortes dão uma ótima fotografia. Alguns o criticam como um filme que peca por excesso de informação, no entanto, eu julgo que elas são necessárias para que as histórias sejam contadas na medida de seu peso. Uma ótima oportunidade para ver do que o tempo é capaz. Bom, não querendo mais me delongar, digo apenas q este figura na minha lista dos top10 e, é claro, aquele velho, recomendo.
[Sunshine, 1999, co-produção Áustria/ Canada/ Alemanha/ Hungria, Inglês, 179 min]
(*) Schopenhauer
(P.N.P.O.C.P.S.P.P.R.F.P:)
Não preciso do óbvio
Não insisto no ócio
Toda hora é tempo
E meu tempo
Lento
terça-feira, 31 de julho de 2007
*
A madrugada em meu exílio
Aos amigos que esmero
Está confiado o meu abrigo
Nesta terra, palmeiras-arranha-céu
Encontro não tão amiúde
Mais me fazem lembrar
Da saudade, maior que pude
De súbito, um heartburn
A solidão veio trazer
Sem dizer a que parte, mas
Manda abraços a quem ler
À mesa da copa, tanto me sobra
Uma vastidão que logo alcança
A falta que me fazem
Os cafés da mesa redonda
Tenho em mim a agonia
De quem espera pelo óbvio
E deste nada sei
Não é ouro, nem paz; ignoro.
Instaurou em mim esse poema
O velho sabiá dos Dias
Velo por meu povo; me aguarde
Minha vitória da conquista
* Minha vez de parodiar Gonçalves Dias
domingo, 8 de julho de 2007
.20
É porque transformar-se-ão
As coisas, minhas e tuas;
E algo se cria?
Nada não.
Lei da física
Da vida mortal
Regra do jogo de amar
Para tal
Observa-nos
Este exemplo vês cá
De prolegómenos
Não necessita
O laço da infra, supra
Ante e pós posta amizade
Já tudo se adita
Cada qual com seu rabisco
Sua cor de purpurina
Fulgurando nossos caminhos
Um sentido, que não de repente
Chega indolente,
Quase uma miragem
Em..? Lerdo engano
Há nenhum, nem deve ter
Deixa o porquê pra viagem
Pra eu dizer,
Felicito-me
Valei-me, meus caros,
Los míos
Salve nonsense, que tudo se desnuda
E continua..
É isso.